Sociedade dos Poetas Mortos - ★★★⯪☆
- Gabriel Iskren
- 22 de jan.
- 3 min de leitura

Oh, Fãs, meus Fãs... que filminho legal viu.
É antigo? demais, mas eu nunca tinha visto e aí sentei para assistir nesse final de semana e me surpreendi positivamente porque pensei que, assim como a maioria dos filmes antigos, seria um filme meio qualquer coisa. Mas que bom que me enganei.
Não que ele não seja meio qualquer coisa, porque ele tem esse Q, mas ele passa uma mensagem que pode variar para vários públicos e tinha tempo que eu não assistia um filme assim com uma mensagem a se passar, viu. Mas vamos do começo, né?
Dead Poets Society é um filme de 1989 dirigido por Peter Weir ( de O Show de Truman ) e conta a história de um grupo de amigos daqueles colégios de ricos que estão ali claramente por obrigação e obediência aos pais. A gente percebe que a maioria deles não queria estar ali, mas tudo muda quando um novo professor de poesia chega no colégio para lecionar e "abrir os olhos" desses rapazes.
Eu vou começar elogiando o óbvio que é o roteiro vencedor de Oscar que esse filme tem. Apesar da apresentação ser meio brega, a história do filme é bem boa e a conexão que o roteirista faz no decorrer do longa com detalhes que são lançados no ar durante o filme ( tipo o subir na mesa e ver o mundo por outro horizonte ) é muito bem feito. Você vai assistindo, conhecendo os personagens, entendo a história e do nada quando algo acontece você lembra: "ih... isso é por conta daquilo... que maneiro" e de fato é bem legal.
Além do desenvolver da história, tem também o fator "mensagem do filme" que eu mencionei que gostei muito porque mostra bem o outro extremo da realidade de criações que vivemos hoje. No meu ponto de vista, a realidade da criação atual se expressa através da liberdade libertinosa que muitos pais tem dado aos seus filhos, coisa que no filme é completamente o contrário: são pais que não dão liberdade nenhuma para os filhos.
O impacto dessa criação reflete no modo de agir e no modo de pensar de cada um dos alunos quando o novo professor Keating ( interpretado pelo lendário Robin Williams) chega na escola e mostra para eles como é pensar por si, fazer o que quer e aproveitar o dia. Alguns alunos obviamente são mais caricatos do que outros, mas a liberdade que eles experimentam no "aproveitar o dia" possibilita que uns percam a timidez, outros tenham coragem de se declarar para a mulher que ama, permite que outros comecem a viver outras realidades que antes era inimaginável. Você ver o processo desses "robôs" se descobrindo seres humanos é bem maneiro. O problema são só as consequências disso.
Obviamente os pais não lidam bem com toda essa mudança no comportamento e aí só assistindo para saber as consequências de tais atitudes, mas já adianto para você: é bem legal. No final do filme eu subi no sofá para gritar "Oh, Captain, My Captain" junto com eles de tanta emoção que estava no ambiente. O maior problema desse filme é a forma caricata e meio besta que eles usam para demonstrar os alunos imergindo na poesia e tudo mais. Além disso, é um filme que eu acho que não é bem aceito por todo mundo por ser meio demorado demais. Eu comecei o filme no Domingo e terminei na Quarta-Feira kkkkk e para a geração tik tok que quer tudo fácil e rápido, talvez não seja a melhor opção de filme, mas ainda assim merece suas 3 estrelas e meia porque é um bom filme.
Esse filme é bem antigo rapazeada, está disponível na Disney+ e tem também a pirataria né, por isso eu vos convido a comentar aqui as suas opiniões sobre esse filme para juntos sugarmos a essência da vida... para quando morrermos, não descobrir que não vivemos.




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